fbpx

Madeira ideal em instrumentos musicais

Para a maioria dos músicos, há um grande mistério (e também muitos mitos) sobre as madeiras utilizadas nos instrumentos musicais, sua durabilidade, suas características de corpo e de som. A Timbres considera importante os músicos conhecerem seus instrumentos para sempre ter o ideal em mãos, que atenda sua necessidade sonora.

Antes de tudo, adiantamos que o som do instrumento é feito, além da madeira, pela qualidade das cordas e dos captadores (no caso da guitarra), pela qualidade dos metais e das peles (no caso da bateria) e etc.

A madeira é o componente necessariamente responsável por: 1. A primeira “equalização” de frequências emitidas pela pele ou pela corda vibrante; 2. O tempo de “abertura” do som do instrumento; 3. A durabilidade do instrumento.

 Filtração de frequências e timbragem

A filtração de frequências ocorre tanto na escala de um instrumento de corda a partir da vibração da corda quanto no corpo da bateria com a vibração da pele. As frequências serão filtradas de acordo com a “resinosidade” da madeira – que realçará algumas frequências pelo corte de outras.

Madeiras mais resinosas filtram mais as frequências agudas, deixando graves mais brilhosos. Costumam não aceitar o acabamento, deixando seus poros expostos. Exemplos são o Ébano e o Jacarandá-da-Bahia.

Já as madeiras menos resinosas, devido à sua rigidez e inflexibilidade, filtram mais os graves, abrilhantando as frequências agudas. As mais comuns são o Pau-Marfim e o Hard Maple.

Abertura do som e densidade

Quando tratamos do tampo dos instrumentos de corda, “abertura do som” é o tempo de resposta entre a emissão da frequência e a vibração do tampo. O que conta especificamente aqui é a densidade da madeira. Variando entre 0,35 e 0,45 g/cm³, quanto menor a densidade, mais rápida é a abertura do som do instrumento – em compensação, maior a fragilidade do tampo. As madeiras mais comuns para tampo são:

  • Abeto Alemão – Densidade média 0,45 g/cm³
  • Abeto Siltika – Densidade média 0,40g/cm³
  • Marupá – Densidade média 0,40g/cm³
  • Abeto Engelmann – Densidade média 0,38g/cm³
  • Cedro Vermelho – Densidade média 0,35g/cm³

Lembrando que densidade não é critério de timbre do instrumento! Esse é um mito bastante comum na luthieria.

Resistência e durabilidade

Para as madeiras que tratam necessariamente da caixa, fundolaterais braço do instrumento, é preciso uma densidade um tanto maior do que as reparadas no tampo. A densidade do corpo do instrumento estará relacionada à projeção e sustentação do som.

As madeiras mais densas possuem mais resistência e mais sustentação – porém menos projeção, que deverá se compensada com um corpo largo para o som ser intenso. Dentre essas, encontramos a linha “rosewood” (Jacarandá da Bahia, Jacarandá Indiano), o Pau Ferro e o Pau Marfim. As madeiras com menores densidades e maior projeção são o Acero, muito comum na fabricação de fundos de violinos; a Imbuia; e o tão conhecido Mogno. O mogno possui pouca densidade, mas um entrelaçamento firme na madeira que confere peso e estabilidade incomum ao instrumento, garantindo uma boa projeção e sustain, sendo assim a madeira mais procurada para o corpo dos instrumentos, e por isso, ameaçada de extinção.

A densidade das madeiras listadas acima:

  • Jacarandá da Bahia – Densidade média 0,87g/cm³
  • Jacarandá Indiano – Densidade média 0,85g/cm³
  • Pau Ferro – Densidade média 0,88g/cm³
  • Pau Marfim – Densidade média 0,84g/cm³
  • Acero – Densidade média 0,65g/cm³
  • Imbuia – Densidade média 0,65g/cm³
  • Mogno – Densidade média 0,50g/cm³

Ainda que existam madeiras mais resistentes que outras, como disse o luthier Marcos Nogueira, “um instrumento foi feito para durar 500 anos”.

FONTE: Timbres

Compartilhe esta postagem

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on print
Share on email

não vá agora!

Receba em primeira mão, novidades e descontos exclusivos.

Abrir chat
1
Precisa de ajuda?
Olá 👋
Podemos te ajudar?
Powered by